A Palavra de Deus e o Poder

Quanto à conversão e à santificação de pessoas, a Palavra de Deus e o poder de Deus sempre atuam conjuntamente. Por isso nosso Senhor se refere em Jo 17.17, à santificação como sendo uma operação de Deus mediante a Sua Palavra, a qual é a verdade. Entretanto, é comum se pensar no meio evangélico, que se trata de coisas separadas. E isto é um erro, pois o poder verdadeiro de Deus sempre acompanhará a pregação e o ensino da palavra verdadeira do evangelho.


E onde esta Palavra verdadeira estiver sendo pregada por inspiração do Espírito Santo, ela sempre será acompanhada do poder de Deus, para efetuar a operação desejada por Ele nos corações dos que crerem.
Por isso o apóstolo Paulo se referiu da seguinte forma à sua pregação do evangelho em Rom 15.18,19:

Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavra e por obras, por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo; de maneira que, desde Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico, tenho divulgado o evangelho de Cristo,
I tes 1.15: porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós.
E em 1 Tes 2.13: Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes.
E o vemos também afirmando em I Cor 2.4,5: A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.
Concluímos então quando se faz apenas ênfase no poder místico, se negligenciando a verdadeira mensagem do evangelho, não há na verdade nenhum poder real de Deus operando. E quando se prega um evangelho, diferente do único que deve ser pregado, conforme ensinado por nosso Senhor e os apóstolos, também não haverá nenhum poder verdadeiro atuando nos corações dos ouvintes. E ainda, quando se prega o verdadeiro evangelho, mas sem que a vida esteja no altar de Deus, e por conseguinte, sem a direção e a unção do Espírito Santo, também será de nenhum proveito real, segundo o propósito de Deus para a salvação ou a edificação de vidas.
Veja bem, que é muito importante que estejamos atentos a tudo isto, para que não nos enganemos, errando o alvo que foi delineado pelo Senhor para ser atingido por nós. Porque o Senhor vela sobre a Sua Palavra para a cumprir.
Jesus é o próprio verbo que encarnou, ou seja, a própria Palavra de Deus. O Senhor dá muita honra à Sua Palavra, e por isso não aprovará qualquer ação da Igreja que não honre à Palavra da verdade, tanto quanto Ele a honra.

Quando nosso Senhor disse aos saduceus que eles não conheciam nem as Escrituras nem o poder de Deus, se referia que ambas as coisas lhes faltavam, porque onde uma faltar a outra também faltará, pois, como vemos na Bíblia, ambas sempre andam juntas. São irmãs siamesas. Não se pode separar o poder de Deus da Sua Palavra, e nem a Sua Palavra que é criadora, do Seu poder. Lembremos que Jesus expelia demônios simplesmente pela Palavra. Que Deus trouxe todas as coisas à existência, pela Palavra. E que também as sustenta e mantém pela mesma Palavra do Seu poder.

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